Palworld chegou à versão 1.0 a 10 de julho e, se já domesticaram todos os Pals, automatizaram todas as fábricas e armaram até aos dentes os vossos companheiros peludos, é provável que estejam a pensar no que jogar a seguir. A boa notícia é que o género que junta sobrevivência e fabrico está a rebentar pelas costuras com jogos que coçam exatamente no mesmo sítio, ainda por cima sem os advogados da Nintendo pelo meio.
O truque todo de Palworld está na mistura: apanhamos criaturas, erguemos uma base, cultivamos e fabricamos e, de vez em quando, apontamos uma arma a alguma coisa. Nem todos os jogos aqui em baixo fazem tudo isso ao mesmo tempo, mas cada um acerta numa dessas peças, seja a domesticação, a construção da base ou a sobrevivência pura e dura. Ficam as nossas sete escolhas.
Comecemos pelo mais óbvio. Craftopia é o outro jogo do estúdio Pocketpair, a caixa de areia em que trabalhavam antes de Palworld rebentar, e no fundo é uma trapalhada de ideias atiradas para o mesmo tacho: fabrico, agricultura, automatização, caça e descidas a masmorras. Tudo com aquela mesma energia bem-disposta do «e porque não?». É tosco e disperso, no melhor sentido possível. Se de Palworld gostaram de fazer tudo ao mesmo tempo, aqui está a primeira tentativa do mesmo estúdio.
O avô dos jogos de domesticação, reconstruído no motor Unreal Engine 5. Foi em ARK que o ciclo de «atordoa uma criatura gigante, domestica-a e depois monta-a para a batalha» arrancou a sério, e Survival Ascended é a versão modernizada do original de 2017. Criação, tribos enormes, construção de bases que foge ao controlo e dinossauros por todo o lado. O jogo engole quantidades assustadoras de tempo e nem sempre é simpático para quem chega agora, mas ninguém faz criação de criaturas nesta escala.
Se de Palworld o que vos prendeu foi a sobrevivência e a construção, vão de Enshrouded. O êxito de 2024 do estúdio Keen Games junta uma construção por blocos com que dá mesmo para brincar, um sistema de combate de jogo de papéis e ação a sério e um mundo vasto envolto num nevoeiro mortal. Corre bem, o cooperativo funciona sem atritos e o fabrico tem profundidade a sério. Aqui não se colecionam criaturas, mas é um dos jogos de sobrevivência com melhor toque dos últimos anos.
Nightingale troca as ilhas tropicais por uma fantasia vitoriana de candeeiros a gás e põe-nos a saltar entre reinos gerados através de portais misteriosos. É um jogo de sobrevivência e fabrico com um aspeto muito marcado e forte ênfase na construção da nossa própria rede de mundos. O acesso antecipado teve um arranque atribulado, não vale a pena esconder, mas a Inflexion Games tem vindo a melhorá-lo com constância, e esse salto entre reinos não se parece mesmo com mais nada nesta lista.
Entrar não custa nada, o que já facilita a recomendação. Once Human é um jogo de sobrevivência em mundo aberto passado num fim do mundo estranho e cheio de monstros deformados chamados Desviantes. Alguns podem ser capturados e postos a trabalhar, o que corresponde bastante bem ao espírito de Palworld. Seguram o conjunto a construção da base, os tiroteios e uma atmosfera inquietante. A estrutura de servidores por temporadas não agrada a toda a gente, mas o bilhete de entrada é zero.
A Obsidian encolheu-nos ao tamanho de uma formiga e largou-nos num quintal, e daí saiu um dos melhores jogos de sobrevivência em cooperativo. Grounded tem menos fôlego do que os restantes e é precisamente esse o ponto: uma aventura de sobrevivência compacta e inventiva, com uma construção de base excelente e uma cadeia alimentar surpreendentemente tensa. Perfeito para um grupo pequeno que queira algo menos esmagador do que um mundo do tamanho de um jogo em rede.
Aqui não se constroem bases, mas se de Palworld o que vos apaixona é a obsessão pelas criaturas, o colosso da Capcom de 2025 é a parte funda da piscina. Monster Hunter Wilds gira todo à volta de estudar, seguir o rasto e finalmente dominar bestas enormes, para depois as transformar em equipamento cada vez mais disparatado. O combate é bem mais encorpado do que qualquer outra coisa desta lista, o ciclo de jogo não larga e há uma comunidade enorme com quem caçar.
Então, com que preencher o buraco deixado por Palworld: mais domesticação, mais construção ou mais caça a monstros? Comecem por Craftopia se procuram o mais parecido, por Enshrouded se querem simplesmente um excelente jogo de sobrevivência e por Once Human se preferem experimentar de graça. O que estão a jogar depois da 1.0? Digam nos comentários.