O que se Esconde no Multiverso é um puzzle-platformer narrativo que explora a troca entre realidades paralelas para resolver desafios ambientais e avançar por uma história repleta de humor e reviravoltas. Desenvolvido como título indie para PC, o jogo coloca o jogador no controle de um protagonista que se une ao enigmático Everett para percorrer mundos interligados, onde ações simples como saltar ou empurrar objetos ganham novas camadas com as mudanças de dimensão.
Gameplay
O sistema central gira em torno de transições instantâneas entre mundos, que funcionam até mesmo no meio de um salto. Um abismo em uma realidade pode virar uma ponte sólida em outra, enquanto uma parede intransponível se abre em um túnel ou transforma inimigos em aliados. A manipulação da gravidade exige timing preciso para evitar quedas ou inversões desorientadoras. Os quebra-cabeças combinam precisão de plataforma com a reorganização lógica do cenário em múltiplas versões paralelas do mesmo local.
A exploração percorre cenários em pixel art como templos, vilas, portos e áreas selvagens, cada um com suas próprias realidades paralelas. O progresso depende de experimentação com as trocas para abrir novos caminhos, coletar itens ou contornar obstáculos. As mecânicas incentivam revisitar áreas à medida que novas habilidades ou revelações da história ampliam as possibilidades da troca de dimensões. Interações secundárias com o ambiente costumam revelar pequenas diferenças no comportamento de personagens e objetos entre as realidades.
Modos de Jogo
A experiência é composta por uma campanha single-player estruturada em fases sequenciais e capítulos da história. Não há modos multiplayer, elementos competitivos ou variações como contrarrelógio ou modos infinitos. A progressão segue o fio narrativo principal, com os puzzles como atividade central, ao lado de conversas com personagens e exploração. A estrutura é linear no geral, mas permite certa liberdade na abordagem de cada desafio por meio do uso criativo das trocas de mundo.
História e Personagens
Um elenco de figuras excêntricas habita o multiverso: cientistas malucos, agentes secretos, senhoras gentis e monges iluminados. Esses personagens costumam aparecer em versões alteradas conforme a realidade ativa, variando as interações. Everett se destaca como o companheiro central, uma figura carismática que salta entre realidades e cujas motivações e afirmações carregam uma dose de imprevisibilidade ligada aos temas da trama. A narrativa equilibra momentos cômicos com reflexões mais sérias sobre falhas humanas, transitando entre diálogos leves e cenas emocionalmente densas sem recorrer a exposições longas.
Diálogos e descobertas revelam gradualmente camadas sobre a instabilidade do multiverso e os interesses pessoais dos personagens. O jogador descobre detalhes por meio de storytelling ambiental e conversas que mudam conforme o mundo ativo, reforçando o tema central da fluidez da realidade.
Vale a Pena Jogar?
O feedback dos jogadores na versão para PC destaca aprovação sólida pelo design dos puzzles e pela execução da narrativa, com o título mantendo avaliação Muito Positiva entre centenas de análises. Quem aprecia platformers reflexivos com mecânicas inventivas e uma mistura de comédia e tons mais sombrios encontra uma experiência envolvente do início ao fim. Lançado completo em 2022, sem conteúdo sazonal ou atualizações significativas pós-lançamento, o jogo é uma opção autônoma para quem busca uma aventura single-player focada. Sua ênfase na resolução criativa de problemas, em vez de combate ou gerenciamento de recursos, agrada jogadores que preferem títulos indie centrados em puzzles em vez de experiências mais orientadas para a ação.