Voice of Cards: The Forsaken Maiden é um RPG para um jogador ambientado em um arquipélago remoto que, por gerações, foi protegido por donzelas e agora corre o risco de ser destruído. O protagonista jura salvar os habitantes e parte em alto-mar ao lado de Laty, uma garota que não se tornou donzela, e do espírito Lac. Toda a experiência é apresentada por meio de cartas no estilo de RPGs de mesa e livros-jogo, com narração conduzida por um mestre que, ao tropeçar nas palavras ou pigarrear, reforça a sensação de uma sessão ao vivo. O título é independente e não exige conhecimento de outros jogos da série.
Gameplay
A exploração acontece em ilhas e em mar aberto, com deslocamentos e encontros representados por sorteios e arranjos de cartas. O jogador visita vilarejos, aceita missões da história principal e navega por um mapa-múndi cujos visuais também são baseados em cartas. Os combates são por turnos: cada personagem gera uma gema por turno, que alimenta habilidades e ações. Ataques comuns e uso de itens estão sempre disponíveis, enquanto as habilidades consomem gemas do mesmo pool e podem incluir rolagens de dados para resultados variáveis. Os laços entre personagens liberam Link Skills, que exigem mais gemas para efeitos combinados. Em certas batalhas surgem cartas aleatórias que aplicam modificadores temporários a ambos os lados. Cada participante pode ter, no máximo, um efeito positivo e um negativo ao mesmo tempo. O cálculo de dano considera os valores de ataque e defesa impressos nas cartas. Vitórias rendem ouro e pontos de experiência, que aumentam vida e atributos ao subir de nível.
Game Modes
A experiência principal é uma campanha linear que conduz o jogador pelas ilhas e pelo conflito central. Atividades secundárias, como missões opcionais e objetivos de coleção, prolongam o tempo de jogo além da narrativa principal. Após o fim da história, há desafios extras e metas para completar que incentivam a exploração dos sistemas de cartas. Conquistas registram o progresso em marcos da trama, desempenho em batalha e tarefas de coleção. Não existem modos multijogador ou competitivos; todo o jogo funciona como uma sessão solitária de RPG de mesa controlada pela interface de cartas e pela voz do mestre.
Story and Presentation
A narrativa acompanha a jornada do herói para restaurar o equilíbrio das ilhas enquanto revela o passado de Laty e o papel das donzelas. Sob direção criativa de Yoko Taro, trilha sonora de Keiichi Okabe e designs de personagens de Kimihiko Fujisaka, o tom melancólico é transmitido inteiramente por cartas ilustradas e narração falada. O mestre lê descrições, diálogos e resultados de batalha com pausas e correções naturais, como em uma sessão real de RPG de mesa. Os visuais mantêm a estética de cartas, mostrando locais, personagens e monstros como cartas individuais ou arranjos de tabuleiro, em vez de cenas em tela cheia.
Vale a pena jogar?
As avaliações de usuários no Steam estão mistas, com 65% de aprovação em 249 análises, enquanto a crítica especializada atribui notas geralmente favoráveis, na casa dos 70 pontos altos em sites agregadores. O jogo agrada quem valoriza foco narrativo, ritmo deliberado e apresentação incomum em vez de ação acelerada ou liberdade em mundo aberto. Quem se identifica com os temas característicos de Yoko Taro - perda e resiliência - vai encontrar no formato de cartas e na narração do mestre uma experiência marcante. Completar a história principal leva cerca de 15 horas; mais algumas horas são necessárias para o conteúdo pós-jogo e para caçar conquistas. Desde o lançamento em 2022 não surgiram atualizações sazonais ou conteúdo ao vivo, deixando a obra como um pacote autônomo. Os recursos que dependem de internet trazem o aviso padrão de que o suporte pode ser encerrado a qualquer momento. O título é mais indicado para fãs de RPGs curtos ou médios que priorizam história e experimentação de sistemas dentro de uma estrutura fixa.