Torment: Tides of Numenera é um RPG narrativo single-player em perspectiva isométrica, ambientado no Nono Mundo do universo Numenera, criado por Monte Cook. O jogador assume o papel do Último Descartado, um ser que nasceu do corpo de uma entidade ancestral conhecida como o Deus Mutante, e explora um mundo repleto de tecnologia estranha, dilemas filosóficos e conflitos pessoais.
Gameplay
A jogabilidade gira em torno de exploração, diálogos e tomadas de decisão em visão isométrica. A criação de personagem segue as regras do RPG de mesa Numenera e oferece três classes base: Glaive, focada em combate; Nano, especializada em ciência e poderes estranhos; e Jack, versátil em diversas habilidades. Essas classes podem ser personalizadas com descritores e focos que definem habilidades e estilo de jogo.
Os encontros utilizam o sistema Crisis, que mistura combate em turnos com interações ambientais, furtividade e resoluções sociais em situações marcantes, em vez de depender apenas de combates. O sistema Tides registra as ações do jogador em cinco alinhamentos conceituais, como paixão ou sacrifício, influenciando reputação, reações dos companheiros e acesso a certas habilidades ou efeitos de itens, sem recorrer a uma estrutura tradicional de bem contra mal.
O progresso inclui testes de habilidade em conversas e explorações, gerenciamento de inventário com itens incomuns e interações com companheiros que evoluem conforme as escolhas. O jogo valoriza a reatividade, fazendo com que o mundo e os personagens respondam às decisões acumuladas ao longo de múltiplas partidas.
Modos de Jogo
A experiência consiste em uma única campanha contínua, sem componentes multijogador ou modos distintos. O jogador avança pela narrativa principal enquanto explora locais do Nono Mundo, completa missões e lida com crises conforme surgem. A rejogabilidade vem de diferentes construções de personagem, alinhamentos de Tides e desfechos ramificados, em vez de tipos alternativos de jogo.
História e Cenário
A narrativa acompanha os esforços do Último Descartado para escapar da Sorrow, uma perseguidora ancestral, ao mesmo tempo em que confronta questões sobre identidade e o valor da vida individual. O Nono Mundo combina elementos de ficção científica com resquícios de civilizações anteriores, gerando locais marcados por tecnologia bizarra e encontros imprevisíveis. Companheiros se juntam ao grupo com motivações próprias que se entrelaçam às escolhas do jogador, enriquecendo a história pessoal sem ofuscar os temas centrais.
Vale a Pena Jogar?
O título é indicado para quem prioriza árvores de diálogo profundas, temas filosóficos e narrativas baseadas em escolhas em vez de ação acelerada. A recepção destaca a qualidade da escrita e o cenário marcante, embora alguns mencionem que as crises em turnos podem parecer deliberadas e a interface ocasionalmente datada. O jogo não recebeu atualizações de conteúdo relevantes após o lançamento inicial, mantendo-se estável e inalterado para novos jogadores. Quem busca RPGs isométricos focados em história, com nuances morais significativas, encontrará alto valor de rejogabilidade por meio de caminhos e finais variados.
- A exploração recompensa a curiosidade com itens incomuns e interações ocultas.
- As histórias dos companheiros se integram diretamente às decisões principais.
- Múltiplos finais surgem naturalmente a partir dos Tides acumulados e das alianças formadas.